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quarta-feira, setembro 10, 2008

Crônica Lya Luft

Não sei se alguém notou, mas eu não fiz comentário nenhum sobre as Olimpíadas de Pequim... Tal fato aconteceu por 3 motivos:

1) Eu simplesmente não suporto o padrão da emissora que transmitia a maior parte dos eventos;
2) Sim, eu tenho noção que havia outras emissoras, mas aí já entrava o detalhe da falta de tempo;
3) As observações "pertinentes" de narradores e comentaristas.

A Olimpíada acabou, mas os meios de comunicação insistem e falar sobre os novos "ídolos" do esporte. Semana passada, a Lya Luft, que assina uma coluna quinzenal em determinada revista falou sobre isso. E eu, inxerida que só, resolvi postar a combinação de alguns trechos, com os quais mais concordo:

"Nossa crueldade com os atletas atuais é impressionante. Anos de treinamento severo, pouca vida pessoal, afastamento da família, implacáveis exigências dos outros, do público e de si próprios. (...) Sua vida se resume a pouca diversão, dieta severa, sofrimento físico, e à pressão crescente de um público sempre insatisfeito. É preciso ser mais do que bom, pelo clube, pelo país (...) A questão não deveria ser o que esse atleta deu a seu país, mas, antes de tudo, o que o país fez pelo atleta para ele se tornar excelente. Esporte faz parte da educação (...) Às vezes penso que odiamos nossos ídolos, estamos sempre à espreita de uma falha para os devorar."


Texto completo aqui.


(Fonte: Revista Veja, edição 2076, ano 40, 03/09/2008 página 26)


PS: A publicação deste comentário só saiu uma semana depois da revista pq foi quando o link foi liberado.

domingo, março 16, 2008

Momento Garota Muito Enxaqueca...

Lembram do que eu falei uns meses atrás - aqui - sobre ficar sem carro? Podem me chamar do que quiserem, mas continuo pensando assim, mesmo em tempos de congestionamentos recorde diários. Por que? Porque a cada dia que passa tenho que sair de casa mais cedo para ter condições de entrar no metrô. Sendo que nos últimos tempos, diariamente me sinto não pertencente à condição de ser humano, ao andar de metrô/trem/ônibus.

Normalmente tenho opiniões do contra, não neste caso. O metrô é um ótimo meio de transporte, chega rápido a vários lugares mas me dizer que "" é duvidar da minha inteligência. Na Vejinha da semana passada havia uma reportagem sobre alternativas para o trânsito e, em certa parte do texto, comentava-se que a Cidade do México iniciou a implantação do metrô praticamente ao mesmo tempo que São Paulo e o deles se estende hoje por 201 quilômetros, atendendo 4,2 milhões de pessoas diariamente - o de São Paulo tem 61,3 quilômetros e atende 3 milhões... Só eu vejo algo errado aqui? É praticamente 1/3 da extensão atendendo 3/4 do número de passageiros!!!

São Paulo vai parar de vez e não vai demorar muito... Acredito serem totalmente válidos investimentos em transporte público. O problema é que eu, não formada em engenharia dos transportes e usuária, sinto a minha inteligência e bom senso sendo subestimados com o que tem sido dito...

Aumentar o tamanho da malha do metrô?
Sinceramente, é válido, mas acho que só vai piorar as condições de vida dentro dos trens.

Aumentar a velocidade nos corredores de ônibus?
Bom seria menos tempo lá dentro... Mas isso mudaria exatamente o quê para quem está lá dentro pendurado? Afinal, não adiantaria nada colocar mais ônibus se o objetivo é o aumento da velocidade...

Transformar os trens urbanos em metrôs de superfície?
Ótimo, principalmente pq os melhores deles têm até ar condicionado (as linhas 1 e 3 do metrô não têm, morro de calor lá dentro todos os dias) mas, sinto informar, eles tb são abarrotados... Em algumas linhas até mais que os ônibus e metrôs...

Posso ser considerada fresca, metida, burguesa, patricinha ou afins, mas estou mesmo errada em querer um pouco de dignidade para quem usa o transporte público? Não ter que me sujeitar a gente se esfregando em mim é realmente frescura? Pô, o transporte público não é de graça, paga-se para usar!!! Tentei não escrever este post, ele estava engasgado na minha garganta há uns 15 dias, mas a cada dia que passa me sinto mais desrepeitada.

terça-feira, março 04, 2008

Cartão

Eu, grande vítima dos cartões de crédito (e seus parcelamentos em muitas vezes), acabei de adquirir mais um:




PS: Esta postagem acabou demorando mais do que eu previa para "ir ao ar", mas não poderia deixar passar...

sexta-feira, novembro 16, 2007

Crônica: Tropa de Elite

Assisti o filme sexta passada. Genérico emprestado (além pobre é mão de vaca... rs). Sinceramente? Não fiquei muito chocada... Depois de tanto que se falou, não tive grandes surpresas nem choques. Na época em que o filme saiu, li a reportagem e pesquisas que saíram na Veja (sim, sei que pesquisas podem ter resultados, digamos, restritos) e achei que essa crônica meio que demonstra o sentimento - compreensível - de alguns sobre as ações de grupo de policiais como o retratado na história...

Em "Tropa de elite" queremos vingança

(Arnaldo Jabor)

Fui ver o "Tropa de elite" como quem vai cometer um crime, fui assistir ao filme para me "purificar", mergulhando em um poço que imaginava tenebroso.

No tempo do Esquadrão da Morte, tudo que o bandido destinado a "presunto" implorava aos policiais, com o fio de náilon passado em seu pescoço, era que eles avisassem a hora em que iam seccionar sua carótida, afogando-o em sangue. Mas os caras maus não diziam, e o fio era puxado de repente e zás... pescoço cortado. A namorada de um matador me contou que ele se masturbava, enquanto executavam o vagabundo no terreno baldio, lentamente, com peixeira, para dar tempo de gozar no lenço.

Fui ver o "Tropa de elite" ansioso para fazer uma trip criminal contra minha antiga e cultivada "bondade": tesão de ser mau, querendo gozar com a violência. Não com a violência "estética" de lixos fascistas como o filme "300", com cabeças e braços voando em câmera lenta, nem com Chuck Norris e outros assassinos. Não estava querendo ver os balés de corpos massacrados do cinema americano, o prazer da morte, eles, sim, "fascistas", esta vaga palavra mussolínica. Eu queria sentir o prazer da vingança, interpretado pelo meu "procurador" Wagner Moura, que, aliás, está genial no papel.

Já tinha visto "Notícias de uma guerra particular", a obra-prima de João Moreira Salles, (será que este nome renascentista se aplica a um filme como aquele?). Já tinha visto o excepcional "Ônibus 174", também de José Padilha (aliás, o maior sucesso do cinema brasileiro no mundo), mas esses e outros, como o "Cidade de Deus", provocaram em mim apenas um vago mal-estar político, uma indignação culposa, uma malaise humanista diante da bestialização da vida brasileira, provocada pela inexistência de poderes públicos e pela influência da multinacional da cocaína, cujos líderes políticos aqui, na América Latina e anglo-saxônica, impedem a legalização das drogas, para manter o lucro de bilhões. Essas e outras obras de denúncia política me davam uma espécie de "consolação" pela comiseração ou o lamento da miséria (como nomeou Marx em seu texto sobre os folhetins de Eugene Sue). Aliás, a miséria e a violência também já me foram "úteis" como assunto ou para eu posar de bacana, de politicamente correto, assim como já serviu a muito cineasta e literato para ganhar dinheiro, condenando-a.

Mas, quando eu fui ver o "Tropa de elite", eu não queria socialismo nem consolação; eu queria vingança. Tinha lido nos jornais a eterna polêmica de nossos intelectuais dualistas: progressista ou fascista? Esquerda ou direita? Essa gente só consegue raciocinar com um cuco na cabeça, batendo o pêndulo como um colhão pendurado, tentando enquadrar a realidade num conteúdo ideológico qualquer. Muito bem. Fui.

Entrei no cinema ofegante, ocultando-me na gola do sobretudo como um suspeito, e vi o filme.

E verifiquei que o filme não era um filme. Calma, não estou esculhambando. Era mais que um filme: era um evento, uma experiência. Ninguém foi "vê-lo" - foram senti-lo, vivê-lo.

Em filmes recentes (e esse é um deles), há uma urgência até meio "antiartística". Tudo parece um grande videoclipe jornalístico, tudo é um berro assumido como um manifesto, para dar conta de uma realidade terrível mas invisível no dia-a-dia. Não há lugar para a "arte". A única mise-en-scène do filme é não ter mise-en-scène. Por exemplo, no "Notícias de uma guerra particular", ainda há uma forma: a tensa banalidade de tudo, a trágica beleza de nossa impotência diante dos fatos mostrados. Ali, está a arte. Em "Ônibus 174", Brecht se vira no túmulo quando, num raro momento da história do espetáculo, o seqüestrador (que sabemos que vai morrer, ao lado da moça também condenada) se vira para a câmera, para nós, no olho, na platéia, e berra: "Isso aqui não é filme, não! Aqui é a realidade!" Ali, explode a arte, ali viramos ao avesso e somos ejetados da sala, caindo em lugar nenhum.

Neste filme, não. No "Tropa de elite", a importância não está na narrativa (até bem "americana"); a importância não está no que ele concluiria ou nos ensinaria (já houve tempo em que queríamos "conscientizar" as pessoas com o cinema... já houve tempo em que a arte tinha a esperança de sedimentar ensinamentos...). Neste caso, não: a importância do filme é ter nos transformado em personagens.

As milhares de cópias piratas buscadas com fome, as platéias sideradas quase sexualmente pelo sangue mostram que nós somos os personagens de um país sem enredo, que estamos famintos de que algo aconteça, de que alguma forma de justiça se faça, de que alguma organização apareça, de que não haja só aquela polícia podre que rouba peças de carros da PM para vender, de oficiais pegando jabá do bicho, de que haja heróis incorruptíveis e machos vingadores de nossa insegurança. E senti no ar até uma certa decepção na platéia com a "crise", o breakdown do Wagner Moura. E me angustiei ao ver que o filme é tão perplexo como nós. Não sabe o que dizer, pois não há nada mais a dizer.

As multidões vão ver esse filme porque querem que ele seja uma resposta.

Não interessa se "Tropa de elite" é um filme ruim ou bom. O que conta é a fome de "solução" que ele desperta em nós.

Infelizmente, Wagner Moura, nem ninguém, nos salvará. O filme exibe a nossa impotência, diante do crime e da desordem republicana, nossa dolorosa decadência provocada pela política imunda que paralisa o país.


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quinta-feira, novembro 15, 2007

15/11/1889 - Proclamação da República

A Proclamação da República, de maneira bem sintética é a instauração do regime republicano no país, derrubando a Monarquia.

No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. O governo do Império tinha perdido suas bases econômicas, militares e sociais. Fazia-se necessária a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

Porém, as idéias republicanas não tinham ainda grande penetração popular. O povo estava descrente da Monarquia, mas não havia uma crença generalizada na República. Por isso, o movimento de 15 de novembro de 1889 não teve participação popular. O povo assistiu-o, sem tomar parte.

No dia 15 de novembro de 1889, na então capital do Império do Brasil, na hoje chamada Praça da República, um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo comandante marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado e depôs o imperador D. Pedro II.

Tendo recebido uma comunicação sobre a proclamação do novo regime e solicitando sua partida para o exterior, na madrugada de 17 de novembro, Dom Pedro II partiu com a família para a Europa.

Terminava assim o regime imperial brasileiro, que durara sessenta e sete anos.



Proclamação da República, Rio de Janeiro, 15/11/1889 - na então praça da Aclamação.


Fontes: Wikipedia, Brasil Escola.

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segunda-feira, setembro 24, 2007

Dia Mundial Sem Carro

O problema do aquecimento global e o fato de os carros serem os maiores vilões na poluição das grandes cidades não é nenhuma novidade. A previsão de que em pouco tempo algumas cidades do mundo simplesmente travarão não é descabida, aliás, não é muito distante.

Os eventos ocorridos no último Sábado em nome do "Dia Mundial Sem Carro" - evento internacional realizado anualmente desde 1998 no dia 22 de Setembro - tiveram como objetivo conscientizar as pessoas sobre a poluição do ar, a emissão excessiva de gases efeito estufa, os problemas causados por um modelo de mobilidade baseado no automóvel, estimular a adoção de políticas públicas de transportes coletivos de boa qualidade e o uso de modos não motorizados de transportes.

Até aqui, tudo bem, é sempre bom lembrar a população sobre coisas importantes. Mas devo ressaltar a parte sobre "estimular a adoção de políticas públicas de transportes coletivos de boa qualidade". Por mais que eu tenha bom senso e certa consciência ecológica, se eu pudesse, teria um carro e o colocaria na rua sem sombra de dúvidas! Podem me chamar de egoísta, mas a verdade é que, pelo menos aqui em São Paulo, por mais que os congestionamentos sejam irritantes, e certas vezes até perigosos, é desumano andar nos transportes coletivos em horário de pico.

Sabe aquela história de dois corpos não ocuparem o mesmo lugar no espaço? No metrô e em alguns ônibus de São Paulo essa lei da física não se aplica. Estou falando de ver que não cabe mais ninguém lá dentro e, ainda assim, ter pessoas forçaando a entrada... É totalmente compreensível que todo mundo ali tem horário, responsabilidades e tem que sujeitar a isso e ao bom humor dos servidores dos transportes.

Agora, fazer campanha e propaganda por menos uso de carros em uma cidade do tamanho de São Paulo - em que os empregos realmente estão concentrados em determinadas áreas, distantes de grande parte dos bairros residenciais - é duvidar da nossa inteligência. Detesto congestionamentos, mas não sou atleta para encarar 40, 50km de bicicleta por dia e, certamente prefiriria ficar presa em um carro, com o meu espaço pessoal preservado (li em algum lugar que em 1 m2 deve haver no máximo 4 pessoas, mas não achei para citá-lo).

terça-feira, setembro 18, 2007

Bienal B



(Vídeo integrante da Bienal B - Mostra de arte contemporânea em Porto Alegre)

Vi no QL. Algo a ver com a Vergonha Nacional, sabe...

sexta-feira, setembro 07, 2007

Dia da Independência do Brasil

Em 07 de Setembro comemora-se a independência do Brasil com relação a sua metrópole, Portugal. Adotou-se tal data por ter sido neste dia, em 1822, que D. Pedro I deu o famoso grito "Independência ou Morte!" às margens do riacho do Ipiranga.

A independência do Brasil foi algo um pouco mais complexo, um processo de emacipação política que tem seu início relacionado com a chegada da família real portuguesa, em 1807. Com a "inversão metropolitana" decorrente da preseça da família real na colônia e a abertura dos portos às nações amigas, observou-se uma nova posição do Brasil na relação com sua metrópole, na condição de reuno unido. Com o fim da ameaça francesa e o retorno de parte da família real à Europa, D. João VI resolveu deixar seu filho D. Pedro de Alcântara como princípe regente do país com a idéia de que, se houvesse realmente uma separação, sua dinastia continuaria no poder.

Com a imposição de uma constituição baseada no modelo espanhol, foi arquitetado um plano para recolonizar o Brasil, que perderia os privilégios conquistados e sua suposta autonomia. Decidiu-se pela dissolução de todas as instituições, agências, repartições públicas e tribunais de justiça e foi requisitada a volta de D. Pedro, que deveria aprimorar-se de modo a governar Portugal um dia.

Com a influência de José Bonifácio e de D. Maria Leopoldina, D. Pedro decide ficar e desafiar as ordens de Portugal (episódio conhecido como Dia do Fico) e proclamar a Independência do Brasil, sendo aclamado imperador em 1º de Dezembro de 1822.

Como monumento à Independência, foi inaugurado em 1890 o Museu Paulista da USP aka Museu do Ipiranga.




PS: Esse texto é um "resumão", há muitos fatos, acontecimentos, personagens e conseqüências que, apesar de conhecer, optei por não citar.




(Fontes: Terra - Almanaque, Wikipedia)

segunda-feira, agosto 27, 2007

Isso é Brasil...

Comentei no Twitter semana passada (quinta) sobre um texto que li no blog da Cora falando sobre a atitude desumana dos funcionários do Ministério da Agricultura no aeroporto. Leiam aqui.

Resumindo, uma moça saiu legalmente com o poodle para passar alguns meses na Alemanha. Saiu com a documentação legal em dia e com validade até 05/06/07. Não teve orientação para atentar ao fato que esse documento era para sair do país que, na volta, independentemente da validade do mesmo, precisaria de um do equivalente ao ministério da agricultura do outro país. Chegando aqui foi informada pelo órgão do Ministério da Agricultura no aeroporto que seu cachorro seria deportado para a Europa e incinerado quando chegasse lá. Conseguiu liminar, ofereceu-se para pagar um clínica em que o bichinho ficasse em quarentena, trouxe veterinário para atestar a saúde dele, nada adiantou. Precisou da decisão de um juiz para que ele fosse liberado. A pior parte é que a Advocacia Geral da União e o Ministério Público apelaram!!! Como assim? O Ministério Público não deveria defender os direitos dos cidadãos? Ninguém ali tem bom senso para perceber que os tais funcionários do aeroporto seguem um código de 1934? Hoje em dia é totalmente plausível detectar qualquer problema em menos de 24 horas!!!

Lendo o texto, que tem muitos outros detalhes, quase tive um treco de tanta indignação misturada com nojo!!! Sério, nojo mesmo!!! Nojo destes ditos seres humanos. Eles estão cumprindo regras, certo, mas não podem ter alma!!! Tem que ter alguém que possa dar o aval para que o bichinho ficasse em quarentena em algum outro lugar, já que o oficial citado no texto da lei não existe...

Precisei parar tudo que estava fazendo para tentar recuperar qualquer condição de pensar, de racionalizar o que quer que fosse... Precisei discutir isso, verbalizar para conseguir processar isso na minha cabeça. Isso nunca tinha me acontecido!!! Lógico que fico indignada com muitas coisas que acontecem no Brasil, mas nunca senti tanto nojo e vergonha de algum ser humano. Eu sou apaixonada por bichos, portanto totalmente parcial nesse caso, mas acredito que todos os seres vivos têm direito à vida, principalmente quando é possível conservá-la.

A minha Bá viveu com a gente por 14 anos e 6 meses. Nesse tempo, só deixamos de levá-la conosco a alguma viagem duas vezes, as quais duraram no máximo 4 dias e ela ficou aqui em casa com parentes que gostavam muito dela. Ela estava doente e velhinha e, mesmo assim, absorver o baque da morte dela foi dificílimo para mim!!! (vide estes posts) Não consigo imaginar o que seria passar por esta situação!!!

A minha baixinha linda

segunda-feira, agosto 20, 2007

Diário de um concursanda...

"Querido diário, Nesse último fim de semana fiz o meu quinto, sim quinto, concurso público do ano... O score ainda está a favor de quem formula as provas, mas eu chego lá..."

Já tinha dito no blog há algum tempo, que havia decidido partir de vez para os concursos, totalmente desiludida com os processos seletivos das empresas privadas. Bom, continuo não acreditando nos métodos de seleção baseados em dinâmicas. A novidade é que finalmente tomei vergonha na cara e resolvi estudar de verdade para as provas. Estou acumulando horas sentada na cadeira, e tenho estudado um bocado... Aliás, estou pirando na matemática!!! rs Não lembrava de muita coisa... Outras tenho plena certeza que nunca vi... Os resultados? Qualquer dia eles aparecem... Eles andam meio em baixa por um motivo básico: direito! Como nunca fui muito boa em decoreba, acabo deixando para o final e mal estudo...

Mas a razão deste post é outra... Nos últimos 3 ou 4 anos, fiz algumas provas, algumas muito concorridas, daquelas que tem quase mil candidatos por vaga e outras nem tanto, e acabei criando o hábito de observar as medidas de segurança contra fraudes de cada prova. Há organizadores que não ligam muito para bolsas e celulares... Cheguei a fazer uma prova em que algumas pessoas, mesmo já estando dentro da sala, só pararam de usar e desligaram o bichinho quando os portões fecharam... Em outras, é terminantemente proibido sequer ligar o aparelho ainda dentro do colégio/faculdade em que a prova está sendo realizada...

Algumas coisas nem são tão dignas de nota, mas vamos à listinha do que eu usaria em uma prova que organizasse:
- canetas para realizar a prova têm que ser pretas e com o corpo transparente;
- somente lápis, nada de lapiseira (pq elas não têm o corpo transparente na maioria das vezes);
- celulares devem ser desligados ainda na porta, antes de entrar na sala, e entregues a uma fiscal que guardará todos em sua mesa (identificados por estarem presos por um elástico junto ao documento de identidade do candidato);
- bolsas deverão ser colocadas em sacos plásticos lacrados no tablado da sala (ou seja, lá na frente, embaixo da lousa);
- cabelos devem estar presos de modo a mostrar as orelhas e bonés tb serão lacrados e deixados na frente;
- os lugares serão marcados;
- os fiscais pegarão duas vezes a impressão digital do polegar direito;
- deve-se assinar lista de presença, folha de respostas (3 vezes) e caderno de questões (que não ficará com o candidato);
- após entrada na sala, somente se poderá ir ao banheiro após o início da prova, acompanhado de um fiscal e, na saída do mesmo, o candidato deverá passar por um detector de metais;
- a saída da sala só será permitida passado 1/3 da duração da prova;
- após o término da prova, recebe-se uma folha para passar as respostas (de modo que o candidato possa conferir como se saiu);
- só se poderá tirar o lacre da bolsa depois de deixar a sala;
- não será mais permitido usar o mesmo banheiro de quem ainda está fazendo prova, somente o térreo;
- celulares só deverão ser religados após passar pelo portão da escola/faculdade;
- quando ficarem somente três candidatos na sala, os mesmos deverão esperar que o último termine para sairem juntos.

Logicamente nenhum concurso teve tudo isso... Assim como nem tudo que está no edital cai na prova. Mas me divirto observando essas coisas enquanto espero a prova começar... Uma coisa interessante que só descobri nesse último concurso é que lactantes têm o direito de levarem seus bebês e amamentar durante a prova (em sala separada, acompanhadas de fiscal e sem acréscimo no tempo de prova). Sempre leio os editais e nunca achei nada a respeito... Perguntei para uma fiscal e ela confirmou que pode, mas que em 20 anos trabalhando com concursos, nunca tinha visto antes.

Dicas para ir bem? Como os meus scores não são constantes, não acredito ser a melhor pessoa para isso... ;)

PS: Coloquei um Twitter aí do lado para comentar coisas que o blog não necessarimente comporta... Neste momento está com um teste, em português e inglês (modo que eu vou tentar deixar como padrão, mesmo que possam ocorrer alguns errinhos no inglês... rs) desisti de escrever em pt e en.

terça-feira, julho 24, 2007

Trotes

Seguinte, não costumo (atualmente) falar muito da minha vida aqui (só das opiniões e recomendações), mas acabaram de me passar o famigerado trote do filho sequestrado...

Foi assim, começou a tocar o celular com o toque que eu escolhi para o namorado, com um nº restrito (como o do trabalho dele)... Eu, crente que era ele, achei estranho ser a cobrar, mas atendi... Escutei um lugar barulhento na linha e falei "Alô"... A resposta foi um "Alô, mãe", com uma voz chorosa, claramente de um homem, falando de uma maneira que não ficasse claro se era alguém do sexo masculino ou feminino. Eu respondi algo do tipo "Ah, vai dormir!" e desliguei. Eu não tinha porque desligar, não estamos brigados nem nada do tipo... Acho que foi simplesmente uma intervenção divina (sim, eu falando em Deus!)... Ligaram de novo e, quando tocou a musiquinha do a cobrar, eu desliguei e liguei imediatamente para o namorado, que não estava me ligando. Tremi na base... Me senti invadida, sabe?

O que eu tiro disso?
1) Eles não têm a menor idéia de para quem estão ligando, é chute mesmo
2) Eu não hesitei em achar que era brincadeira pelo meu jeito mundo cor-de-rosa e, se não balancei na hora, foi pq não tenho filhos
3) A porcaria do celular atribui a todos os números restritos o toque de um contato que tenha telefones restritos na agenda! Humph!

Anyway, eu estou bem, estamos todos bem, meus filhos continuam no lugar deles (que é no futuro)... E o celular está desligado, claro!

quinta-feira, julho 19, 2007

Sobre o vôo da TAM

Não tenho nada a acrescentar ou comentar... Então, leiam: Inagaki (e suas sugestões), Lu e este do namorado da Patrícia do Cintaliga.

"Há momentos em que palavras são inócuas, estéreis, inúteis..."

quarta-feira, julho 18, 2007

Energia

Todos os anos, o governo anuncia que o apagão está descartado por mais x anos... Obviamente nos lembramos do que aconteceu em 2001, quando tivemos que cumprir cotas de energia e viver sobre o risco de um blackout iminente. Desde então, busca-se alternativas para equivaler o consumo e a produção de energia elétrica. Tratando-se do país com grande potencial hidrelétrico, eólico, solar e de marés, não acredito que haja justificativa para construção de novas usinas nucleares... Aparentemente tem gente que pensa diferente...

Foi aprovado o projeto de construção de Angra 3 e, dizem, as obras vão começar este ano. A previsão é de sete anos para a construção, a um custo de R$ 7,5 bilhões e de 1350 MW de potência. Vale destacar que, com o dinheiro previsto (usinas nucleares sempre estouram orçamentos e prazos) para construir Angra 3, seria possível instalar no Brasil um parque de turbinas eólicas com o dobro da potência prevista para essa nova usina, gerar 32 vezes mais empregos, sem produzir lixo radioativo ou trazer risco de acidentes graves e num prazo muito menor - entre 1 e 2 anos.

Como já previu o Escriba (daonde tirei algumas informações do post), muita gente pode dizer que o Brasil está atrasado, que os países desenvolvidos têm muitas usinas. Realmente eles têm, mas desde o acidente com Chernobyl, observa-se uma tendência à desativação das que estão ficando obsoletas... Além disso, a energia nuclear não é renovável. Quando "acaba a validade" de uma usina, sobra uma construção obsoleta e lixo nuclear (que vai ter que ser cuidado para sempre)...

Anteontem mesmo, houve dois terremotos no Japão e um incêndio afetou a central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa - a maior do mundo-, situada próxima do epicentro do tremor, causando o vazamento de água com restos de material radioativo e um possível vazamento de material armazenado... É verdade que não temos terremotos por aqui, mas se os japoneses que são tão organizados tiveram esse problema, imagina aqui...

Obs: Quer uma visão mais completa e muito mais crítica? O Greenpeace tem.

segunda-feira, julho 09, 2007

9 de Julho

Sim, eu sei que o título está repetindo a data... Mas o assunto de hoje é o feriado paulista (se fosse paulistano seria somente na cidade de São Paulo, o que não é o caso) de 9 de Julho. O feriado se deve à Revolução Constitucionalista de 1932 (tb conhecida como Revolução de 32 ou Guerra Paulista).

Mas do que se trata isso?
Resumidamente, foi um movimento armado ocorrido no Brasil entre Julho e Outubro de 1932 visando à derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e à instituição de um regime constitucional após a supressão da Constituição de 1891 pela Revolução de 1930.

O movimento armado de 1932 reivindicava o cumprimento dos ideais da Aliança Liberal que havia tomado o poder por meio de um golpe militar em 1930. Uma facção militar garante o poder a Getúlio Vargas, depondo Washington Luiz, um presidente institucional em fim de mandato que seria posteriormente substituído por Júlio Prestes (vencedor das eleições. Vargas destitui pela força das armas um governante eleito com a promessa de "salvar" a nação e terminar com os vícios da "República Velha".

Civis voluntários dos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Norte, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Bahia, Pará e Amazonas e uma cisão militar no interior das Forças Armadas uniram-se ao fundamental mecanismo de sustentação financeira da Revolução de 32: a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Por intermédio de seus setores produtivos - industriais e operariado - e junto ao comércio de São Paulo converteram-se em eficientes indústrias bélicas.

Terminado o conflito, a liderança paulista se refugia no exílio, enquanto os paulistas computam oficialmente 634 mortos, embora estimativas extraoficiais falem em mais de mil mortos paulistas. Do lado federal, nunca foram liberadas estimativas de mortos e feridos. Foi o maior conflito militar da história brasileira no século XX.

A derrota militar acachapante entretanto se transforma em vitória política. Ao ver seu governo em risco, Getúlio Vargas dá início ao processo de reconstitucionalização do país, levando à promulgação em 1934 de uma nova constituição.

Para os paulistas, a Revolução de 1932 transformou-se em símbolo máximo do Estado, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos. Lembrada por feriado no dia 9 de julho, a revolução é mais fortemente comemorada na cidade de São Paulo do que no interior do Estado, onde a destruição e mortes provocadas pela rebelião são ainda recordadas.


OBS: Não se encontra registros em nossa história de algum outro movimento revolucionário em que a preservação da memória, a comemoração do evento e o culto aos heróis, sejam tradicionalmente realizados pelos vencidos e não pelos vencedores da guerra.


(fontes: Wikipédia, Marici Bross)

segunda-feira, julho 02, 2007

Enquanto isso...

... em alguns aeroportos do país, espera-se mais tempo dentro do aeroporto do que durariam os vôos de ida e volta de muita gente...

A Infraero tem um site aonde é possível saber a situação dos vôos. O link é esse e a dica é da Rosana Hermann.

PS: Só para constar, eu não fui vítima de nenhum atraso (só quando trabalhava na agência, mas aí eu era vítima dos passageiros furiosos, os quais, aliás tinham razão) e, as pessoas que eu conheço que viajam bastante tb não ficaram muito tempo tomando chá de cadeira.