quarta-feira, setembro 10, 2008

Crônica Lya Luft

Não sei se alguém notou, mas eu não fiz comentário nenhum sobre as Olimpíadas de Pequim... Tal fato aconteceu por 3 motivos:

1) Eu simplesmente não suporto o padrão da emissora que transmitia a maior parte dos eventos;
2) Sim, eu tenho noção que havia outras emissoras, mas aí já entrava o detalhe da falta de tempo;
3) As observações "pertinentes" de narradores e comentaristas.

A Olimpíada acabou, mas os meios de comunicação insistem e falar sobre os novos "ídolos" do esporte. Semana passada, a Lya Luft, que assina uma coluna quinzenal em determinada revista falou sobre isso. E eu, inxerida que só, resolvi postar a combinação de alguns trechos, com os quais mais concordo:

"Nossa crueldade com os atletas atuais é impressionante. Anos de treinamento severo, pouca vida pessoal, afastamento da família, implacáveis exigências dos outros, do público e de si próprios. (...) Sua vida se resume a pouca diversão, dieta severa, sofrimento físico, e à pressão crescente de um público sempre insatisfeito. É preciso ser mais do que bom, pelo clube, pelo país (...) A questão não deveria ser o que esse atleta deu a seu país, mas, antes de tudo, o que o país fez pelo atleta para ele se tornar excelente. Esporte faz parte da educação (...) Às vezes penso que odiamos nossos ídolos, estamos sempre à espreita de uma falha para os devorar."


Texto completo aqui.


(Fonte: Revista Veja, edição 2076, ano 40, 03/09/2008 página 26)


PS: A publicação deste comentário só saiu uma semana depois da revista pq foi quando o link foi liberado.

2 comentários:

Lulu on the Sky® disse...

Olha Cris, os brasileiros são bons de cobrar mas ninguém se coloca no lugar do atleta que abdica de vida própria só pra treinar e por um falha é crucificado.
Lamentável.
Big Beijos

O DiaCrônico disse...

Também detesto padrão de transmissão da emissora.
Passei muitas madrugadas acordado, mas difícil mesmo é ver futebol tendo que optar entre Galvão Bueno (blargh) e Luciano do Valle.

Acho que a maioria dá uma importância demasiada às Olimpíadas.
Concordo com cada palavra da autora.

Há braços.