segunda-feira, janeiro 07, 2008

Sobre signos e anjos

Na imaginação, misturam-se a imago (imagem) e a essentia (essência) do Pássaro e do Homem, para que se construa a transparência do Anjo (do grego “ággelos”, pelo latim “angelu”): ente puramente espiritual que exerce o ofício de mensagem entre o Deus e o Homem. Mais que o Homem, as entidades angélicas protegem o Deus...

E o Deus, quem seria? A palavra latina “Deus” deriva da palavra sânscrita “Dyas”, que significa “céu luminoso”.

O Homem, como se sabe, é só esta matéria desesperada que tenta acordar o que no barro é a estrela-diamante: a imaginação.

Os Anjos, como os pássaros e as crianças, não pensam. Cérebro-pequeno, leveza imensa, transparência natural.

A natureza mais evidente do Anjo é a invisibilidade.

Tertuliano escreveu: “Credo quia absurdum est”. (Creio porque é absurdo).

O sol é a sombra do Deus. Imagine, então, como é o Deus? Anjos não fazem sombra em nada. Anjo é quando o Deus desiste de ser o Deus para ver que o Deus é o Outro em nós: baleia, violoncelo, pêssego, mulher, homem, criança, penhasco, água, palavra, música, pedra; enfim, o Outro dentro e fora de nós.

A seguir, as diferentes essências dos Anjos modificadas pela lente dos signos. O Anjo é onde a luz está. Luz visível ou invisível. O seu signo solar é seu Anjo natural. Sua essência mais que profunda...



Postei porque gostei. E gostei ainda mais do que se diz na continuação sobre Demeterael, o anjo taurino: "O cotidiano contém em si o abuso do cotidiano: o cotidiano tem a tragédia do tédio da repetição, mas há uma escapatória: é que a grande realidade é fora de série" (Clarice Lispector).


Mais? Aqui.

Um comentário:

Lulu on the Sky disse...

Adorei isso, tem alguma coisa sobre anjo pisciano? Se tiver me manda via email.
Big Beijos